O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), no distrito de Icoaraci, em Belém, promoveu a segunda edição do Fórum de Nefrologia, nos dias 13 e 14 de março (quinta e sexta-feira), . O encontro foi realizado em consonância com o calendário do Dia Mundial do Rim, e reuniu especialistas, profissionais da saúde e acadêmicos para discutir os avanços, desafios e inovações no tratamento das doenças renais.
A programação abordou temas fundamentais, como a relevância do especialista vascular na abordagem ao paciente renal crônico; atuação do Serviço Social com essas pessoas e seus familiares; dificuldades nutricionais e os aspectos psicológicos relacionados à condição, além de ressaltar a humanização como um fator determinante ao êxito do tratamento.
Segundo o nefrologista Luís Cláudio Pinto, coordenador médico do Programa de Terapia Renal Substitutiva (STRS) do HRAS, a ideia é conscientizar sobre os desafios das doenças renais. “Somos referência quando se trata de nefrologia no Estado, e acompanhamos, diariamente, as dificuldades dos pacientes que convivem com essas patologias”, informou o coordenador.
Segundo Lucinéia Veloso, coordenadora de Enfermagem do setor, “por isso temos a responsabilidade não apenas de proporcionar qualidade de vida a essas pessoas, mas também de atuar como um instrumento social, promovendo debates que garantam não só o avanço nas técnicas assistenciais, mas também a disseminação de informações essenciais para prevenir e identificar sinais dessa condição, que considero grave”.
Cenário -Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), as doenças renais crônicas atingem mais de 10 milhões de pessoas no Brasil. Somente em 2024, o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos realizou 23.024 procedimentos de hemodiálise, uma média de 1,9 mil por mês. Esse número representa um aumento de 21,51% em comparação ao ano anterior, que registrou 18.947 sessões.
Neste ano, a campanha nacional incentiva a população a realizar exames de rotina, com base no tema “Seus Rins Estão OK? Faça Exame de Creatinina Para Saber”. Com base nesse contexto, a iniciativa busca reduzir as taxas globais da doença, que seguem em ascensão anualmente, além de apresentar soluções que podem ser incorporadas ao cotidiano para minimizar fatores de risco.
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