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Conexão Cidadã leva mais cidadania ao bairro da Maracangalha

Ação na Maracangalha amplia o atendimento a catadores autônomos da cidade. O projeto já alcançou mais de 700 trabalhadores em oito territórios de B...

12/02/2026 16h49
Por: Redação
Fonte: Agência Belém
Crédito: Ascom Sezel
Crédito: Ascom Sezel

O projeto Conexão Cidadã segue expandindo seu alcance na capital paraense. Sob a coordenação da Secretaria Executiva de Inclusão Produtiva (Seinp) da Prefeitura de Belém, uma nova etapa da iniciativa ocorreu nesta quarta-feira, 11, e quinta-feira, 12, no conjunto Paraíso dos Pássaros, bairro da Maracangalha. Além daentrega de kits e atendimentos sociais, o território agora integra a nova fase do projeto,garantindo aos catadores locais acompanhamento direto, formação em educação ambiental e acesso facilitado a serviços públicos.

A iniciativa promove inclusão social, acesso a direitos e geração de renda para catadores e catadoras autônomos.Implantado na atual gestão,o projeto já alcançou mais de 700 trabalhadores em oito territórios da cidade. Secretária executiva de Inclusão Produtiva, Pamela Massoud destaca que o trabalho integra diferentes políticas públicas e busca fortalecer a atividade dos catadores como parte essencial da sustentabilidade urbana.

“O Conexão Cidadã é um programa realizado em parceria com o governo federal e o Banco do Brasil. Temos feito um trabalho de acompanhamento dos catadores autônomos, aliado à inclusão produtiva e econômica. A ideia é formar esses trabalhadores, encaminhar para o descarte correto nos ecopontos e orientar também a população sobre a importância desse trabalho. Já alcançamos mais de 700 catadores em Belém e seguimos ampliando esse atendimento”, afirma.

Atendimento itinerante e acompanhamento social

O projeto funciona por meio de ações itinerantes em bairros mapeados, com uma unidade móvel equipada para atendimentos multidisciplinares. Segundo a coordenadora local do projeto, Yukie Almeida, o trabalho começa com a identificação dos territórios e a mobilização dos catadores.

“A gente vai aos bairros, identifica os locais de atuação dos catadores e faz a mobilização com o nosso escritório móvel. Lá realizamos cadastros, explicamos o projeto, encaminhamos para serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e iniciamos oficinas e capacitações. Além disso, estamos mapeando como funciona a reciclagem popular em Belém e quais são as principais dificuldades enfrentadas por esses trabalhadores”, explica.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

A Maracangalha foi escolhida como território piloto por reunir condições favoráveis para a organização da atividade e a implantação de ações de logística reversa, além da proximidade com um ecoponto.Para 2026, a meta do projeto é fortalecer a articulação com secretarias da rede de assistência social, saúde, educação e direitos humanos, ampliando o atendimento e consolidando o modelo em novos territórios.

A assistente social Dandara Martins explica que o trabalho em campo exige mobilização constante e construção de confiança com os catadores, que muitas vezes têm uma rotina dinâmica e precisam interromper o trabalho para participar das ações.

“É um trabalho desafiador e muito dinâmico, porque seguimos a rotina dos catadores, que estão em diferentes pontos da cidade. Aos poucos, vamos construindo relações de confiança, o que facilita o atendimento e garante que eles tenham acesso a direitos e serviços. Eles realizam um trabalho fundamental para o meio ambiente e para a limpeza urbana, evitando que resíduos cheguem a bueiros, canais e rios.O projeto ajuda a garantir direitos, dignidade e visibilidade para essas pessoas”, afirma.

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Impacto na vida dos catadores

Além da estrutura de atendimento e dos encaminhamentos sociais, o projeto tem provocado mudanças concretas na vida dos trabalhadores atendidos. A catadora Lucinete Perdigão Conceição, de 73 anos, relata que o apoio recebido ajudou a melhorar sua condição de vida e garantir renda.

“Mudou muito a minha vida. A gente luta, corre atrás e consegue sobreviver. O ‘pouquinho’ que a gente junta já ajuda muito. Eu digo para quem ainda não conhece que vale a pena, porque é um trabalho digno e importante”, diz.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

O autônomo Mayke da Costa, de 39 anos, também destaca a importância do projeto para a valorização da atividade. “Hoje a gente está cadastrado e trabalhando de forma digna e honesta. A reciclagem ajuda a sustentar a família e também ajuda o meio ambiente. É um trabalho importante para a cidade”, afirma.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Os próximos passos do programa incluem a consolidação da Maracangalha como território piloto, a expansão do modelo para novos bairros e a meta de ampliar o número de pessoas atendidas, além da padronização e fortalecimento da atividade dos catadores.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Ascom Sezel
Crédito: Ascom Sezel
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

*Rodrigo Sauma, estagiário de jornalismo, sob orientação de Juliana Maia, coordenadora de comunicação da Sezel