E-mail

contato@site091.com.br

WhatsApp

(xx) xxxxx-xxxx

Calhau-ApexBrasil
Belém

Acolhimento com identidade: arte transforma espaços públicos em Belém

Iniciativa da Prefeitura de Belém leva murais amazônicos ao Espaço Acolher e ao Novo Restaurante Popular, promovendo pertencimento e humanização

16/04/2026 15h23
Por: Redação
Fonte: Agência Belém
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Em Belém, onde a cultura pulsa nas ruas e nos traços da identidade amazônica,a arte tem ultrapassado os limites das galerias para ocupar espaços públicoscom um propósito que vai além da estética. Cada vez mais, iniciativas que unem expressão artística e políticas sociais vêm transformando ambientes urbanos emlugares de acolhimento, pertencimento e dignidade— especialmente para quem mais precisa desses serviços no dia a dia.

Esse movimento já pode ser visto, na prática, em equipamentos da rede socioassistencial do município. A arte como instrumento de acolhimento, identidade e transformação social ganhou novos contornos coma iniciativa da Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Papa João XXIII (Funpapa). A artista visual amazônida Isabela Quilla, conhecida comoMama Quilla, levou cores, símbolos e referências da cultura regionalpara dois importantes equipamentos públicos: o Espaço Acolher– Serviço de Acolhimento Noturno Desembargador Paulo Frota, localizado na rua Aristides Lobo, 290, e onovo Restaurante PopularDr. Oswaldo Coelho, no centro da cidade, em frente à Praça Dom Pedro II, no bairro da Campina.

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Arte que acolhe e transforma

Com oito anos de trajetória, Mama Quilla construiu sua carreira em diálogo com comunidades ribeirinhas e projetos inclusivos, nos quais a arte se consolida como ferramenta de conexão e valorização cultural. Nos murais desenvolvidos para os espaços,a artista incorporou elementos da fauna e da flora amazônica,criando uma ambientação que dialoga diretamente com o público atendido. “Pintar no Espaço Acolher e no Restaurante Popular foi uma experiência muito significativa. São locais com um papel social essencial, e levar minha arte para esses ambientes foi uma forma de contribuir com esse trabalho e fortalecer o sentimento de pertencimento”, afirma a artista.

A iniciativa também reforça o compromisso da gestão municipal em humanizar os serviços socioassistenciais.Segundo a gestora do Trabalho e Educação Permanente (GTEP) da Funpapa, Anabela Tupiassu, a proposta vai além da estética. “A presença da arte nesses espaços contribui diretamente para o bem-estar dos usuários. Ela humaniza, acolhe e cria uma ambiência mais digna para quem utiliza os serviços. A ideia é que esse trabalho avance e alcance outros prédios da Prefeitura, ampliando essa experiência para mais espaços públicos da cidade”, destaca.

Em outro momento, Anabela reforça o caráter estratégico da ação. “Valorizar artistas locais, especialmente mulheres, também é uma forma de fortalecer redes de trabalho e reconhecer a potência cultural que temos no nosso território”, afirma.

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Valorização cultural e trabalho coletivo

O projeto também se destaca pelo caráter coletivo. A equipe envolvida reúne diferentes artistas e profissionais, em sua maioria mulheres, como Klara Keller e Ada Cllima, além da participação de nomes de outros municípios paraenses, como o artista Zack Art, de Parauapebas. A diversidade de trajetórias fortalece o resultado final e evidencia a riqueza cultural do estado.

Crédito: Arquivo pessoal
Crédito: Arquivo pessoal
Crédito: Arquivo pessoal
Crédito: Arquivo pessoal

Além dos murais, Mama Quilla também tem se destacado em iniciativas como a Jaguar Parade Belém, especialmente no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30). Em sua obra “Arandu”, a artista retrata a onça como guardiã da floresta, cercada por flores e grafismos que evocam ancestralidade, memória e resistência. A criação simboliza a sabedoria dos povos originários e reforça a conexão entre passado, presente e futuro da Amazônia.

Para a artista, o convite da Funpapa representa mais do que uma oportunidade profissional. “Entendi queexiste um cuidado real em humanizar esses espaços por meio da arte, e isso é muito importante. Também vejo como um avanço na valorização de projetos liderados por mulheres locais, fortalecendo toda uma rede de profissionais do nosso território”, ressalta.

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho