A apresentação de artigos científicos desenvolvidos em instituições de ensino e de saúde do Pará e de outras Estados reuniu centenas de estudantes e profissionais da área de saúde, além de pesquisadores, especialistas e avaliadores nesta quinta (16), segundo dia do Congresso da Santa Casa.
“Estamos aqui diante dos resumos, dos posters, e como o tema do Congresso é a o cuidado centrado no paciente e fomentar essa essa ciência em prol do paciente, os resumos também foram direcionados dessa forma. Então, nós queremos que eles publiquem artigos com essa ênfase e que em toda a construção científica deles, desde a graduação, comecem com esse cuidado centrado no paciente”, afirmou a médica Márcia Maciel, uma das avaliadoras dos trabalhos científicos e editora-chefe da Pará Research Medical Journal, revista científica da Santa Casa.
A Neurocientista e Pesquisadora da UFPA, professora doutora Silene Lima, também integra a comissão de avaliação dos trabalhos e destaca a importância da apresentação dos trabalhos dentro do V Congresso da Santa Casa.
“Essa forma de você apresentar trabalhos científicos de maneira sintética, objetiva, em forma de painel, interagir com grandes lideranças da sua área, isso faz com que o aluno, o residente, ele só saiba que ele está no caminho certo e, no final, se formar um profissional empático o que é a temática da Santa Casa de cuidado centrado do paciente e a partir do momento que você tem uma interação e o avaliador se identifica com o trabalho, ele vê o que foi feito dentro de um rigor científico, ele vai querer aquele aluno e provavelmente aquele aluno vai estar abrindo um outro leque de possibilidades que ele não via, mas a gente com mais experiência consegue ver isso de maneira bem relevante”, destacou.
A psicóloga clínica Maicy Rodrigues apresentou um trabalho sobre o luto materno diante do óbito fetal, com o objetivo de dar visibilidade para a questão de forma a estimular que os profissionais de saúde que atuam no atendimento às gestantes estejam sensíveis e preparados para dar suporte às pacientes.
“Aqui tem profissionais de saúde de todas as áreas, e todos eles deveriam aprender um pouquinho sobre isso, porque essa mulher pode ser atendida por qualquer um deles. Esse suporte que muitas vezes na fantasia, ou no mundo ideal seria dado pelo psicólogo, muitas vezes não vai ter um psicólogo, vai ter uma enfermeira, uma médica, um técnico de enfermagem, um fisioterapeuta. Quem estiver ali naquele momento, poderia minimamente fornecer um acolhimento, um olhar humanizado, e olhar essa mulher para essa dor que é muito real e precisa de cuidado”, explicou Maicy.
Ao todo foram inscritos 300 trabalhos científicos e 174 selecionados para serem apresentados durante o V Congresso da Santa Casa.
A enfermeira Rosilene Teixeira também compartilhou o resultado do seu trabalho desenvolvido para melhorar a assistência dos pacientes pós transplante hepático na Santa Casa.
“O meu trabalho é o cuidado de enfermagem com uma estruturação de bandles (práticas baseadas em evidências científicas) para que isso venha a melhorar nossa assistência, para que a gente fique mais focado naquelas primeiras horas do pós-transplante do paciente, que é algo muito importante, já que esse paciente é um paciente grave, requer cuidados intensivos, mais de perto. Aí temos o nosso protocolo de sinais vitais que são verificados intensamente nas 24 horas, onde ele chega pra gente e a gente observa esse sinal vital”, destacou a enfermeira.
Além da exposição dos trabalhos científicos, o segundo dia do congresso contou com a abertura do III Simpósio de Gestão Assistencial em Enfermagem, da I Jornada de Banco de Leite da Santa Casa e do IEPPA Summit 2026. Nesta sexta (17), será realizado também o I Fórum de Pesquisa da Santa Casa, que contará com a presença de pesquisadores do Brasil, Estados Unidos e Portugal.