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Santa Casa realiza programação pelo Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho

Realizada por meio da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (Cipa), evento teve como temática "Conhecer os riscos é o primeiro passo...

05/05/2026 15h59
Por: Redação
Fonte: Secom Pará
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA), por meio da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (Cipa), realizou nesta terça-feira (05), em seu auditório, uma programação voltada ao compartilhamento de informações sobre a segurança e saúde no trabalho aos servidores da instituição.

A abertura do evento, que contou com a apresentação do Coral Saúde e Vida Maria Helena Franco, com músicas da MPB e Popular Paraense, teve a mesa composta por diretores da Fundação Santa Casa, da presidente da Cipa, Denise Rosário, além do presidente do Coren-PA, Antônio Freire.

Denise Rosário, presidente da Cipa, destacou a importância da participação de todos para a conscientização sobre a segurança e saúde do trabalho. “Nós não podemos ser indiferentes para essas questões. A promoção da saúde mental no trabalho está relacionada ao trabalho seguro e saudável, e do direito à prevenção de riscos no meio ambiente do trabalho”, destacou.

“A sua garantia é o dever do empregador, da sociedade e do Estado. A norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, que disciplina o gerenciamento de riscos ocupacionais e as medidas de prevenção, é um dos principais instrumentos que dão concretude à política nacional da saúde e da proteção da segurança de pessoas trabalhadoras. O novo texto, que entrará em vigor agora no dia 26 de maio, representa um aperfeiçoamento dessa política, ao prever expressamente a necessidade de mapeamento, avaliação e prevenção dos fatores psico-sociais relacionados ao trabalho”, completou a presidente da Cipa.

Antônio Freire, presidente do Conselho Regional de Enfermagem, destacou que mais uma vez a Santa Casa dá um exemplo muito grande para todos na questão da saúde com o trabalhador. “Fico muito alegre e feliz de estar aqui vendo esse movimento e da nossa parte nós continuaremos ajudando, porque temos muitos trabalhadores de enfermagem aqui, temos trabalhado em parceria com a instituição. Agora mesmo, na Semana de Enfermagem do Coren, que acontecerá nos dias 28 e 29, nós vamos ter uma oficina que é a continuidade de uma parceria com as professoras da Universidade Federal de São Paulo, para o terceiro ciclo de oficina relacionada à proteção ao trabalho”.

Erica Cavalcante, diretora de Ensino e Pesquisa, reforçou a importância do conhecimento como causa fundamental. “Nós adoecemos, perdemos colegas, a gente se deparou com a necessidade do conhecimento sobre a nossa segurança. Temos muita resiliência, muita força, mas a gente tem nossas fragilidades e naquele momento a gente entendeu que o conhecimento que a gente tinha sobre segurança no trabalho não era suficiente. E de lá para cá, muito tem se falado em segurança e saúde no trabalho e a gente observa também o crescimento exponencial do adoecimento do trabalhador na área da saúde. Desde aquela época da explosão da pandemia a gente tem observado maior adoecimento físico e mental”, disse.

“Então é urgente que a gente fale sobre isso, que o mundo consiga entender que a gente precisa de cuidado e que não podemos cuidar se a gente não tiver bem. E a Santa Casa mostra mais uma vez a preocupação com o seu servidor, e não é qualquer serviço que tem uma academia, uma sala de descompressão, a gente tem também a divulgação do conhecimento sobre a segurança, que é muito importante”, pontua a diretora.

Para Lina Magno, gerente da Saúde do Trabalhador da Fundação Santa Casa, o evento tem uma significância importante pela presença de muitos servidores. “Para nós é uma satisfação muito grande podermos tratar de tema tão relevante que é a questão da segurança, uma categoria de análise que requisita que a gente se debruce sobre ela para, de fato, pensar o que é segurança para cada um de nós, e segurança para cada um de nós é um produto a ser entregue ou um produto a ser consumido. Dentro desse produto, nós temos a segurança do próprio paciente”.

Relevância Institucional -A palestra magna do evento que teve como tema: “Conhecer os riscos é o primeiro passo para se proteger”, conduzida por Manoel de Christo Neto, educador, poeta e servidor do TJPA, reforça a importância do evento bem participativo. “Sem conhecimento a gente não chega em lugar nenhum. Tanto o conhecimento de si mesmo quanto o conhecimento do solo onde a gente pisa, dos caminhos que nós vamos trilhar, conhecer a cultura da instituição, conhecer os sistemas de funcionamento e a própria instituição também se conhecer. E como é que ela se conhece? Mapeando esses riscos, identificando quais são os pontos de vulnerabilidade. Onde é que tem um risco de assédio, um risco de jornada exaustiva, um risco em que mulheres, por exemplo, 74% das mulheres são a base do SUS e na Santa Casa 75%”.

“Então precisa ter um olhar especial para as mulheres, um olhar especial para as negras. Isso é o mapeamento dos riscos. Isso, na nossa característica da área de saúde, é fundamental esse alerta, porque a gente pode não só sofrer as consequências desse risco, mas diminuir a qualidade do atendimento. Então o usuário dos serviços de saúde, ele quer ser bem atendido, ele quer ser bem tratado, quer ser bem cuidado”, pontuou o educador Manoel de Christo.

Maria de Belém, diretora de Apoio Técnico Operacional, que representou o presidente da Fundação Santa Casa, Bruno Carmona, disse que o evento reforça um momento de reflexão, respeito e senso de responsabilidade. “Temos uma grande missão aqui na Santa Casa e todos amamos de fato o que fazemos. Nos orgulhamos de estarmos falando sobre isso e trazendo melhorias, e nós realmente precisamos enxergar como ser humano, e hoje a gente fica com esse momento de reflexão em fortalecer cada vez mais entre nós a questão da melhoria contínua e a segurança no trabalho”, disse a gestora.

Homenagens -Durante o evento, a Cipa da Fundação Santa Casa prestou uma homenagem especial a quatro servidores da instituição, entre os quais a enfermeira Nazaré Falcão que atua no Ambulatório da Mulher e a médica Norma Assunção, diretora Técnica Assistencial da Fundação Santa Casa do Pará.

Nazaré Falcão, emocionada, disse que a Santa Casa é um local diferenciável. “Tenho 41 anos na área de saúde pública. Quando vim para a Santa Casa, era para passar um ano, porque eu queria trabalhar mais na situação do câncer de útero no Estado, e hoje vai fazer seis anos que eu estou aqui, a Santa Casa é um local diferenciado e cada um que vem para cá se apaixona. E fico lisonjeada de ter sido homenageada aqui, neste local hoje e com essa plateia enorme vendo tudo”.

Dra Norma Assunção, como é conhecida por todos no hospital, disse que já está se preparando para aposentadoria e não esperava essa homenagem de reconhecimento. “Eu já tenho mais de 30 anos de Santa Casa. Eu lembro as nossas enfermarias como que eram, inclusive tinha até sacadas. Tudo que nós juntos lutamos para conquistar é a melhoria contínua do nosso trabalho, é a segurança do que a gente faz. Quando a gente trabalha em acreditação, a gente está apostando realmente em protocolos, em forma segura de cuidar do outro e se cuidar. Então é um orgulho fazer parte dessa instituição”.