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Belém amplia combate à dengue e reduz casos em mais de 70%

Capital já tem mais de 5 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas instaladas e a meta é chegar a 8 mil até o fim de 2026.

11/06/2026 13h27
Por: Redação
Fonte: Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), vem fortalecendo o combate ao Aedes aegypti com aampliação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), tecnologia utilizada para reduzir a circulação do mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. A iniciativa, realizada em parceria com o Ministério da Saúde, já ultrapassou5 mil armadilhas instaladas em bairros prioritários da capital.

Os resultados já aparecem nos indicadores epidemiológicos. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram queos casos de dengue em Belém caíram de 2.997 em 2024 para 886 em 2025, uma redução de 70,4%. Os casos de dengue com sinais de alarme diminuíram 74,8%, passando de 230 para 58 registros, enquanto os casos de dengue grave caíram de 20 para seis ocorrências, uma redução de 70%.

Crédito: Ascom Sesma
Crédito: Ascom Sesma

Segundo o coordenador do Programa de Controle de Endemias da Sesma, Tadeu Morais, a estratégia tem sido fundamental para fortalecer as ações de controle do mosquito.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Morais ressalta ainda que a aproximação do verão amazônico exige atenção redobrada das equipes de saúde e da população.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Como funcionam as EDLs

Desenvolvidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),as EDLs são armadilhas inteligentes. Ao entrar em contato com a tela impregnada com larvicida, a fêmea do mosquito transporta o produto para outros criadouros, impedindo o desenvolvimento das larvas e interrompendo o ciclo de reprodução do vetor.

A estratégia está presente em bairros historicamente mais afetados pelas arboviroses, como Guamá, Montese, Souza, Marco, Sacramenta, Pedreira, Coqueiro, Canudos, Curió-Utinga e São Brás. Somente no Guamá já foram realizadas 1.480 instalações e manutenções das armadilhas.

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Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Para a aposentada Sandra Santos, moradora do bairro do Marco, os benefícios da armadilha já são percebidos na rotina da comunidade.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Ascom Sesma
Crédito: Ascom Sesma

Já o agente de portaria Tiago Farias, trabalhador de um condomínio localizado em área contemplada pela iniciativa, destaca a atuação das equipes e a mudança percebida no entorno após a implantação das EDLs.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Critérios para instalação das Estações Disseminadoras de Larvicida

A definição dos locais para instalação das EDLs é realizada a partir de uma análise integrada dos indicadores epidemiológico.

A instalação das EDLs não ocorre de forma aleatória, mas segue uma estratificação de risco que permite direcionar os recursos para áreas prioritárias. O acompanhamento contínuo dos indicadores epidemiológicos é fundamental para avaliar a efetividade da estratégia e orientar possíveis ajustes na distribuição das estações.

Critérios epidemiológicos:

  • Bairros com registro de casos confirmados nos últimos cinco anos;
  • Áreas classificadas como de maior risco epidemiológico pela vigilância em saúde; e
  • Regiões com ocorrência persistente ou aumento de notificações relacionadas ao Aedes aegypti.

Com a aproximação do verão amazônico, período que favorece a proliferação do mosquito, a participação da população na eliminação de possíveis criadouros e na adoção de medidas preventivas segue sendo fundamental.

A ampliação das EDLs integra o conjunto de ações que vêm fortalecendo o controle da dengue e das demais arboviroses na capital paraense.