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Belém avança na integração de redução de riscos às mudanças climáticas

A oficina promovida pela União Europeia reunirá instituições, pesquisadores e especialistas para transformar diagnósticos em ações concretas, alinh...

30/01/2026 00h25
Por: Redação
Fonte: Agência Belém
Crédito: Fernando Sette
Crédito: Fernando Sette

Belém vai participar da oficina “Depois da COP30: da análise à ação para a gestão integrada do risco e da adaptação climática em Belém”, promovida pela União Europeia. A atividade será na próxima quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, no horário das 9h às 12h, no formato online, com o objetivo decontribuir para a consolidação de políticas públicas voltadas à resiliência urbana.

A programação dá continuidade às ações iniciadas em abril do ano passado, quando ocorreu o primeiro seminário sobre a integração entre aredução de riscos de desastres e a adaptação às mudanças climáticas, com foco em alagamentos na cidade.

Da análise à ação: foco em resultados concretos

Com caráter operacional e estratégico, a oficina tem como principal objetivo usar diagnósticos e análises já produzidos paradesenvolver ações concretase prioritárias para a implementação das políticas públicas.

Entre os resultados esperados estão:

  • Listas validadas de ações prioritárias;
  • Subsídios técnicos sobre governança e uso de informações de risco;
  • Uma síntese executiva que reunirá consensos, divergências e encaminhamentos, servindo de referência para as próximas etapas do processo.

Marco para implementação de políticas integradas

“Este evento é uma oportunidade única de transformar dois planos lançados no final de 2025 em ações estratégicas. Ele organiza e prioriza iniciativas já existentes e aproxima a gestão municipal da agenda internacional de adaptação e redução de riscos de desastres. Para Belém, isso significa avançar de forma concreta na implementação de políticas integradas, por meio de um marco legal que unifica ações de proteção à natureza e às comunidades, especialmente as mais vulneráveis a ilhas de calor, alagamentos, inundações e erosão, agravados pelas mudanças climáticas”, disse a doutoranda em resiliência climática e assessora técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) Bárbara Paiva.

Veja também:

Plano Local de Ação Climática (PLAC)

A oficina está diretamente conectada ao Plano Local de Ação Climática (PLAC), instrumento estratégico que orienta as políticas municipais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Durante o evento, os resultados do diagnóstico municipal — elaborado por uma consultoria contratada pela União Europeia — serão articulados com o PLAC. Essa integração garantirá que as ações priorizadas estejam alinhadas ao planejamento climático já existente.

Segundo a Semma, unificar agendas que tradicionalmente caminham separadas, como a redução de riscos de desastres e a adaptação climática, aumenta aefetividade das políticas públicase facilita o acesso a fontes de financiamento nacionais e internacionais.

Participação ampla e fortalecimento da governança

O evento reunirá representantes de órgãos municipais e estaduais, instituições federais, universidades, centros de pesquisa, sociedade civil e organismos multilaterais. A metodologia inclui apresentações técnicas, debates interinstitucionais e grupos de trabalho virtuais.

Os debates terão como foco a governança, o uso de informações de risco, a articulação entre instrumentos de planejamento e a consolidação do marco legal municipal, que integrará o PLAC e o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR).

Ao final, a Semma esclarece que a oficina não tem como objetivo discutir investimentos diretos ou anunciar recursos financeiros da União Europeia. No entanto, um dos encaminhamentos esperados do encontro é justamenteorientar o municípiosobre possíveiscaminhos para acesso a fontes de financiamento.

Nesse sentido, a contribuição da União Europeia se dá de forma técnica e estratégica, apoiando Belém na organização, alinhamento e qualificação de políticas, planos e ações paraatender critérios exigidos por fundos internacionaisde financiamento climático. A expectativa é que, a partir desse alinhamento, o município esteja mais preparado paraidentificar e acessar oportunidadesde financiamento voltadas à implementação das ações prioritárias de adaptação climática e redução de riscos.