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SUPERAÇÃO

Histórias de evolução e esperança marcam atendimento a crianças com autismo no Natea de Tucuruí

Unidade amplia acesso ao cuidado especializado com equipe multiprofissional e média de 1.800 atendimentos mensais

01/04/2026 12h40
Por: Redação
Fonte: Secom Pará
Foto: Ascom/Policlínica de Tucuruí.
Foto: Ascom/Policlínica de Tucuruí.

Histórias que traduzem evolução e esperança marcam a rotina de atendimento no sudeste paraense. Aos 9 anos, Paula Vitória já consegue manter conversas com os avós por telefone — um avanço que, até pouco tempo, parecia distante. “Hoje, ela está mais comunicativa, algo que antes não acontecia”, relata a mãe, Lilian Amurim de Araújo. Para a família, cada conquista representa mais do que desenvolvimento clínico: “É esperança de que ela continue evoluindo e alcance sua independência”.

A trajetória de Paula se soma à de outras 83 crianças acompanhadas pelo Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea) da Policlínica de Tucuruí. Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, a unidade evidencia não apenas números expressivos — cerca de 1.800 atendimentos mensais —, mas, sobretudo, o impacto direto na vida das famílias atendidas.

Avanços consistentes no desenvolvimento reforçam a importância do acompanhamento contínuo. Aos 8 anos, Davi Lucas apresenta evolução significativa na compreensão e no comportamento. “Hoje ele entende melhor o que está ao seu redor, sabe o que pode e o que não pode fazer”, destaca a mãe, Gleiciane Rodrigues Lisboa. Segundo ela, o suporte oferecido pela equipe multiprofissional é essencial para esse progresso: “Eles são comprometidos e sempre atentos”.

O mesmo sentimento é compartilhado por Gedean Silva de Sousa, mãe de Izac, de 5 anos. Após três anos de acompanhamento, as mudanças são evidentes. “Antes ele era muito agressivo, e hoje está mais calmo e tranquilo”, afirma. Para a família, o atendimento representa transformação: “É uma evolução para todos nós”.

Com capacidade estruturada e atuação intensiva, o Natea consolida-se como referência no atendimento ao autismo na região. Atualmente, o núcleo acompanha 84 crianças e realiza, em média, 1.800 atendimentos por mês, refletindo a alta demanda e a resposta efetiva da rede pública de saúde.

Atendimento -A coordenadora do serviço, Claudia Godoy da Silva Tristão, destaca que o diferencial do Natea está na atuação integrada. “Contamos com uma equipe multiprofissional formada por enfermeiro, assistente social, educador físico, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo, além de médicos especialistas como pediatra, psiquiatra e neuropediatra”, explica. Segundo ela, essa composição permite um cuidado completo e contínuo.

O atendimento é estruturado para acompanhar a criança em todas as etapas do desenvolvimento. “Os serviços ofertados vão desde a avaliação diagnóstica até a intervenção terapêutica, incluindo orientação parental aos responsáveis durante todo o processo”, ressalta a coordenadora, ao enfatizar o papel da família no tratamento.

O acesso ao Natea ocorre de forma organizada dentro da rede pública. “O fluxo se inicia na Unidade Básica de Saúde, onde o paciente é encaminhado via regulação municipal para avaliação especializada. Após o diagnóstico de TEA, ele passa a ser acompanhado pelo núcleo”, detalha.

Para Claudia Tristão, o diagnóstico precoce é um divisor de águas no desenvolvimento infantil. “Com a identificação antecipada, é possível iniciar intervenções mais cedo, favorecendo o desenvolvimento da linguagem, a comunicação, a adaptação social e reduzindo comportamentos desafiadores”, afirma.

Os resultados desse acompanhamento já são perceptíveis ao longo do tempo. “Observamos avanços progressivos e significativos, especialmente na comunicação, com ampliação do vocabulário e melhor capacidade de expressão; na socialização, com maior interação em grupo; no comportamento, com redução de crises e melhora na regulação emocional; além do desenvolvimento da autonomia e de habilidades motoras e sensoriais”, conclui a coordenadora, evidenciando o impacto direto das intervenções multiprofissionais na qualidade de vida das crianças.

Texto: Ascom/Policlínica de Tucuruí.