Em homenagem ao 99° aniversário do padre Giovanni Gallo, fundador do Museu do Marajó, será realizada uma programação de celebração do legado do líder religioso e comunitário. A ação conta com exibição de filmes na nova sala de cinema do espaço, visita ao jazigo, missa, entre outras atividades.
Para dar início a programação, grupos locais se reúnem para apresentações culturais no domingo, 26, a partir das 9h até às 12h, no Museu do Marajó em Cachoeira do Arari. No mesmo horário, em frente ao museu, serão comercializados artesanatos e comidas típicas
Pela tarde, às 16h, ocorre a exibição do filme “Ajuntador de Cacos”, na Sala de Cinema Paulo Miranda. A obra dirigida pelo próprio Paulo Miranda apresenta a vida do padre Gallo, a cultura e a preservação da história através do Museu do Marajó.
No dia seguinte, segunda-feira, 27, as atividades se iniciam com uma missa de celebração do 99° aniversário de Giovanni Gallo, às 9h, também na Sala de Cinema Paulo Miranda. Em seguida, o público poderá visitar o jazigo de Giovanni Gallo, no bosque do Museu do Marajó.
Mais tarde, às 10h30, será realizada uma reunião para criação da Comissão do Centenário do Padre Giovanni Gallo.
Já no turno da tarde, às 16h, a sala de cinema recebe a mostra de curtas-metragens produzidos por Giovanni Gallo sobre o Marajó. O primeiro filme a ser exibido será o “Barcedo”, seguido por “Família”, “Igreja” e “Jacaré”.
“O aniversário do padre Gallo tem um significado muito importante pra todos nós paraenses. Vai muito além do seu legado extraordinário que é o Museu do Marajó, ele deixa o ensinamento de cooperação, resiliência, amor, resistência, dedicação e transformação. Ele foi um homem que encontrou na cultura e na memória do povo marajoara os meios para reagir ao abandono e ao descaso que ele encontrou quando lhe foi delegada uma missão religiosa. Dessa forma ele fez uma verdadeira revolução social que hoje eu entendo como um norte, uma referência de um caminho a ser trilhado pelas gerações futuras”, comenta o diretor do Sistema Integrado de Museus e Memoriais, Armando Sobral.
Giovanni Gallo– Nascido na Itália, o padre viveu cerca de 30 anos no Marajó e se tornou um grande expoente da museologia na Amazônia. Atuou na região na década de 1970, envolvido em projetos sociais, circulando nos mais diversos grupos. Em 1972, fundou o Museu do Marajó, com os “cacos” (peças arqueológicas) que recebia da população.
Desde o princípio o museu teve como missão valorizar ideias, costumes e valores marajoaras. Giovanni também vislumbrava o museu como um espaço de pesquisa, educação e desenvolvimento social.
Além de preservar peças arqueológicas, o padre registrou cenas do cotidiano da região em filmes gravados também na década de 1970. Sempre preocupado em preservar a memória do Arquipélago e do povo marajoara, em 1981 Giovanni Gallo recebeu o título de Cidadão do Pará e, em 2000, o título de Cidadão do Turismo Paraense.
Texto: Juliana Amaral, Ascom Secult