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Fórum debate práticas de cultivo e produção de chocolate na Amazônia

Programação do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau, realizado em Belém, o evento reuniu produtoras de várias regiões do Pará

24/04/2026 18h21
Por: Redação
Fonte: Secom Pará
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

As práticas de cacauicultura e produção de chocolate de agricultores familiares, indígenas, ribeirinhos e quilombolas estiveram entre os temas do Fórum de Cacau, programação que integra o Festival Internacional do Chocolate e do Cacau, realizado desde a última quinta-feira (23) até o próximo domingo (26) no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. Participaram do Fórum produtoras de cacau de várias regiões de Integração do Pará.

O painel reuniu a líder indígena e produtora Katiane Xypaia; a engenheira ambiental e sócia fundadora da Cacauaré (do município de Mocajuba, na Região de Integração Tocantins), Naianny Maia, e Tatiana Galvão, pedagoga e produtora de cacau e de chocolate do empreendimento Bela Amazônia, na Região de Integração Xingu.

As produtoras falaram sobre seus empreendimentos, cujos produtos são ofertados ao público no Festival. Katiane Xypaia, criadora da marca de chocolates artesanais Sidjä Wahiü, abordou o trabalho com o cacau nativo, utilizando práticas sustentáveis.

Já a representante da Cacauaré ressaltou a importância de investir em conhecimento para profissionalizar o produto, o que considera um divisor de águas. "Por ser um negócio feito por mulheres, inspira muitas outras mulheres. A gente procura aprender, alcançar novos mercados. O cacau vai muito além do chocolate", frisou Naianny Maia.

Tatiana Galvão, representante da área de abrangência da Rodovia Transamazônica (BR-230), destacou que o apoio da família foi fundamental para o avanço de seu empreendimento. "Eu vejo também que o apoio aos chocolateiros é fundamental. Todas as instituições que estenderam a mão, iniciativas como festivais, incentivaram os produtores do Pará. Nós já ganhamos três premiações. Isso é algo muito grande", avaliou.

Pioneirismo- O Pará foi o primeiro estado a contar com uma fábrica no sistema de cooperativa. Há 16 anos, após a criação do Funcacau (Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará), surgiu a Cacaway, primeira fábrica de chocolate da Transamazônica com o processo "Tree to Bar" (da amêndoa até a barra de chocolate).

Em um espaço repleto de produtores premiados, o público que acompanhou a programação na tarde desta sexta-feira conheceu um pouco mais sobre a fábrica, durante a apresentação do tema "A industrialização na Amazônia: o salto estratégico", no Fórum do Cacau, feita pela responsável técnica da Fábrica Cacaway, engenheira agrônoma Hélia Félix.

"O Estado vem nos dando a oportunidade de conhecer o mundo lá fora, assim como nossos professores da UFPA (Universidade Federal do Pará) que levaram aos nossos polos cursos para nossos produtores, e hoje temos muitos profissionais competentes. Ainda há gargalos e desafios a serem enfrentados; precisamos tomar decisões", ressaltou.

Verticalizar- Hélia Félix defendeu, ainda, a verticalização do cacau. Segundo ela, "é preciso levar o cacau para ser processado no Estado. Colocar o nosso cacau nas escolas, servir às nossas crianças o produto com as nossas amêndoas, ao invés de achocolatado".

A engenheira agrônoma Dulcimar Melo, que integra a equipe organizadora do Fórum, disse que os painéis tiveram como finalidade apresentar discussões relevantes para a cadeia produtiva. "Tivemos seis painéis com temas relevantes, que trataram do futuro do mercado, bases produtivas e inovação no campo, entre outros. O Fórum é uma das mais importantes programações do nosso Festival", assegurou.