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SAÚDE PÚBLICA

Pará participa de oficina nacional para implantação do SUS Digital

Estados brasileiros se reúnem para debater diretrizes da saúde digital no SUS em oficina da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS)

12/05/2026 18h31
Por: Redação
Fonte: Secom Pará
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Começou nesta terça-feira, em Curitiba (PR), a Oficina de Informática, Informação e Comunicação da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), promovida pelo Ministério da Saúde com representantes de todos os Estados brasileiros. O Pará participa da programação com uma comitiva formada por sete profissionais integrantes do Comitê Estadual da RNDS, reforçando o compromisso com o fortalecimento da saúde digital e da integração de dados no Sistema Único de Saúde (SUS).

A programação segue até a próxima quinta-feira (14) e tem como foco o alinhamento de estratégias para implementação do SUS Digital, além da discussão sobre monitoramento, avaliação em saúde pública, construção de painéis regionais e qualificação do uso das informações em saúde.

A RNDS é uma iniciativa do Ministério da Saúde que promove a articulação entre União, Estados e municípios para garantir o envio estruturado e em tempo oportuno dos dados em saúde. A proposta busca ampliar a interoperabilidade entre sistemas, fortalecer a gestão baseada em evidências e garantir continuidade do cuidado aos usuários do SUS, respeitando o histórico clínico do paciente em diferentes níveis de atendimento.

Durante a abertura do evento, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, destacou que a transformação digital vai além da tecnologia. “A RNDS hoje é uma política estruturante para o SUS. O objetivo não é apenas disponibilizar ferramentas tecnológicas, mas ampliar a capacidade analítica dos estados, qualificando a gestão e o cuidado em saúde a partir do uso estratégico dos dados”, afirmou.

Ana Estela também ressaltou o papel da comunicação dentro do processo de transformação digital. “A comunicação é parte estruturante da saúde digital. Quando aproximamos informação, gestão, profissionais e população, fortalecemos o SUS e ampliamos a capacidade de tomada de decisão baseada em evidências”, completou.

Para Dayara Carvalho, coordenadora do SUS Digital na Sespa, a participação do Pará fortalece o processo de modernização da saúde pública no Estado. “Estamos avançando na construção de uma saúde cada vez mais conectada, integrada e centrada no cidadão. A RNDS permite transformar dados em inteligência para melhorar o planejamento, qualificar o atendimento e garantir mais eficiência na assistência à população”, destacou.

A oficina também debate a relação entre Tecnologia da Informação (TI) e Comunicação, entendendo que sistemas de informação eficientes são fundamentais para o funcionamento dos serviços de saúde e para a formulação de políticas públicas mais assertivas.

Segundo André Oliveira, coordenador de Tecnologia e Informática em Saúde da Sespa e representante do domínio informação e Informática na RNDS do Pará, a interoperabilidade entre os sistemas representa um avanço estratégico para o SUS. “Hoje discutimos não apenas tecnologia, mas governança, análise de dados e comunicação. A integração das informações fortalece a gestão e permite decisões mais rápidas e precisas em toda a rede de saúde”, afirmou.

A economista Claudia Matos, assessora de gabinete da SAPS e titular do domínio Governança na Federalização da RNDS, ressaltou que a oficina reforça o caráter colaborativo da política nacional de saúde digital. “A federalização da RNDS amplia o protagonismo dos estados e fortalece a construção coletiva de soluções para a saúde pública. Esse processo garante mais autonomia, capacidade analítica e qualificação das informações utilizadas na gestão do SUS”, pontuou.

A última oficina nacional da RNDS ocorreu em Belém, em março deste ano, quando os estados receberam oficialmente acesso aos buckets da Rede Nacional de Dados em Saúde, ampliando a capacidade de análise e integração das informações em saúde em todo o país.

Com a iniciativa, o Brasil avança no fortalecimento da saúde digital e pode se tornar referência internacional em interoperabilidade e gestão estratégica de dados no setor público de saúde.

Texto: Caroliny Pinho / Ascom Sespa