A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) participou, nesta terça-feira (9), do II Congresso Ambiental do Ministério Público do Estado do Pará, realizado no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. Durante o painel sobre o abastecimento de água potável no Pará, o presidente da Cosanpa, Cel. Dilson Júnior, apresentou os desafios da reestruturação da Companhia, o equilíbrio financeiro da estatal e os investimentos em obras estruturantes, como o Prodesan Pará, após a concessão regionalizada do saneamento.
“Participar de um evento como este é fundamental para apresentar à sociedade e aos órgãos de controle a nova fase que a Cosanpa está vivendo. Estamos conduzindo um processo de reestruturação da Companhia, enfrentando desafios importantes, mas também avançando em investimentos, equilíbrio financeiro e ampliação dos serviços para a população paraense”, destacou o presidente.
Durante a palestra, também foi abordado o avanço do saneamento rural no Pará, considerado uma das prioridades da atual gestão da Companhia. A iniciativa prevê a ampliação do acesso à água tratada para comunidades onde vivem mais de 2 milhões de pessoas.
“Nós assumimos a presidência da Companhia em setembro e, já em outubro, criamos um grupo de trabalho para estudar a melhor forma de implantar o saneamento rural em todo o Pará. Em abril, foi lançada a primeira licitação para beneficiar três comunidades às margens da Avenida Liberdade. O processo licitatório já foi concluído e as obras devem iniciar agora em junho”, afirmou.
Também participaram do debate o diretor de Relações Institucionais da Aegea, Rinaldo Reis Lima. Ele apresentou a experiência da concessionária na prestação dos serviços de abastecimento de água; enquanto o procurador do Estado e procurador jurídico da Cosanpa, Gustavo Monteiro, explicou o processo de concessão regionalizada no Pará.
Durante a programação, Gustavo Monteiro reforçou a importância do diálogo institucional entre a Companhia e os órgãos de controle. “O Ministério Público atua na garantia de direitos fundamentais, entre eles o acesso à água. Esse diálogo é essencial para esclarecer o processo de concessão regionalizada e o papel da Cosanpa no atual cenário do saneamento básico no Pará, garantindo que os órgãos de controle e o sistema de justiça acompanhem as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado”, ressaltou o procurador.
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