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FISCALIZAÇÃO

Adepará interdita abatedouro de suíno clandestino no município de Bragança

Operação de fiscalização ocorreu nos dias 18 e 19 deste mês nos municípios de Bragança e Tracuateua, Nordeste do Pará

19/06/2026 16h44
Por: Redação
Fonte: Secom Pará
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), por meio do seu Grupo Agropecuário Técnico Tático e Operacional (GATTO), interditou um abatedouro clandestino de suínos que operava sem condições de higiene no município de Bragança, Nordeste do Pará.

O local operava sem qualquer tipo de licença ou controle oficial. Os fiscais encontraram condições insalubres e de risco sanitário em todas as etapas da produção, desde a criação dos animais até o abate e armazenamento da carne. A criação era feita sem cadastro ou acompanhamento técnico, em desacordo com as normas ambientais e sanitárias. O estabelecimento foi interditado imediatamente e os responsáveis foram autuados pelas irregularidades encontradas na área.

A operação foi coordenada pelo Fiscal Estadual Agropecuário Gustavo Amaral, que faz um alerta para o consumo de carne sem procedência. “O grande perigo do abate clandestino reside na transmissão de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) e de zoonoses, que é uma enfermidade que os animais transmitem aos seres humanos. Sem a inspeção antes e depois do abate, como exame que detecta se o animal estava doente, o consumo dessa carne clandestina torna-se altamente perigoso”, destaca.

Gustavo explica, ainda, que a falta de registro nos órgãos oficiais impede que o consumidor saiba a procedência da carne, transformando o comércio ilegal em um grave problema de saúde coletiva.

Além do município de Bragança, os agentes fiscais também estiveram no município de Tracuateua, onde realizaram fiscalização de rotina em propriedades rurais e vias de trânsito. As atividades em Tracuateua tiveram caráter preventivo e de monitoramento, assegurando que os produtores regularizados sigam cumprindo as normas de manejo, transporte e sanidade animal exigidas pelo Estado.

A operação de fiscalização encerrou nesta sexta-feira (19), e foi realizada em parceria com o Ministério Público de Bragança, Grupo de Apoio Operacional Técnico (GATI), do Ministério Público do Estado e Polícia Civil.