A BR-316, principal via de entrada e saída da capital paraense, concentra expressivo volume de deslocamentos diários entre Belém e os municípios da Região Metropolitana. São trabalhadores, estudantes e pessoas que precisam chegar a serviços públicos, estabelecimentos comerciais e outras áreas da capital. A implantação do BRT Metropolitano acrescentou ao corredor uma estrutura destinada a organizar o transporte coletivo e integrar viagens entre diferentes municípios.
Entregue pelo Governo do Pará em 31 de outubro de 2025, o sistema completa um ano de inauguração. O projeto reúne terminais de integração em Ananindeua e Marituba, estações de embarque, linhas de ônibus e troncais e uma frota de 265 ônibus. A ideia é facilitar o deslocamento dos passageiros, permitindo que utilizem mais de uma linha de ônibus na mesma viagem sem pagar outra passagem, conforme as regras de integração do sistema.
O Governo do Pará coordenou por meio do Núcleo de Transporte Metropolitano (NGTM), a implantação do BRT Metropolitano, o que incluiu a organização das linhas de ônibus, obras e a construção de terminais, estações e passarelas para facilitar o acesso dos passageiros ao transporte público.
“O BRT Metropolitano foi planejado para melhorar a organização do transporte público na Grande Belém, conectando bairros e municípios por meio de linhas integradas, terminais e estações. Além da implantação do sistema de ônibus, o Governo do Pará investiu em estruturas que facilitam o acesso dos passageiros, como passarelas, ciclovias e calçadas. Nosso objetivo é oferecer melhores condições de deslocamento para a população e acompanhar o funcionamento do sistema para atender às necessidades de quem utiliza o transporte diariamente”, destacou Adler Silveira, secretário de Estado de Infraestrutura e Logística e diretor-geral do NGTM.
Uma nova estrutura no trânsito da capital
A construção do BRT Metropolitano foi planejada para organizar o transporte público em um dos principais acessos a Belém. Antes do novo sistema, os passageiros que saíam dos bairros da Região Metropolitana em direção à capital precisavam utilizar diferentes linhas de ônibus para chegar ao destino.
Com o BRT, as linhas passaram a funcionar de forma integrada. Os ônibus do sistema levam os passageiros dos bairros até os terminais, onde podem embarcar nos coletivos troncais. Os troncais seguem pelo corredor principal em direção a Belém e a outras áreas atendidas pelo sistema.
Para colocar o projeto em funcionamento, foram construídos terminais de integração, estações de ônibus, passarelas e passagens inferiores. As obras também incluíram ciclovias, calçadas, pavimentação, iluminação e sistemas de drenagem, que ajudam a organizar a circulação de veículos, pedestres e ciclistas.
Ao todo, o projeto conta com 13 estações, 12 passarelas, quatro passagens inferiores e dois terminais de integração. Essas estruturas foram planejadas para facilitar o acesso dos passageiros aos ônibus e permitir que a viagem seja feita com mais facilidade entre os municípios da Região Metropolitana e de Belém.
Integração amplia a segurança e facilita os deslocamentos
A construção do BRT Metropolitano também trouxe mudanças na estrutura da BR-316 para receber os ônibus e facilitar a circulação no corredor. As obras incluíram pavimentação, drenagem, construção de passagens inferiores e passarelas, além da implantação das estações de embarque e desembarque.
As passarelas foram construídas para que os pedestres possam atravessar a BR-316 com mais segurança e chegar às estações do BRT. Essas estruturas facilitam o acesso dos passageiros aos ônibus e a travessia entre os dois lados da rodovia.
Para Ana Cláudia Rodrigues, assistente administrativa, as passarelas melhoraram a trajetória das pessoas, “Todos os dias eu faço esse trajeto pelas passarelas e melhorou bastante, com certeza. Antes, tínhamos que correr atravessando a pista na frente dos carros, agora atravesso com segurança”, concluiu.
As passagens inferiores ajudam a organizar o trânsito em pontos específicos da rodovia. Além disso, foram realizados serviços de pavimentação e drenagem para melhorar as condições da via e reduzir problemas causados pelo acúmulo de água.
Também houve a construção de ciclovias e calçadas, que oferecem espaços para quem se desloca de bicicleta ou a pé. Essas estruturas também facilitam o acesso dos moradores às estações e aos terminais de integração.
Para o ciclista Giovane Santiago, as novas estruturas contribuíram para aumentar a segurança durante os deslocamentos “Melhorou a segurança para nós ciclistas, é importante, só de pensar no ciclismo foi muito bom”, afirmou.
Todas essas obras fazem parte da implantação do BRT Metropolitano. Além de organizar o transporte coletivo, o projeto inclui estruturas para facilitar o deslocamento de motoristas, pedestres e ciclistas ao longo da BR-316.
Centro de Controle do BRT une tecnologia e sustentabilidade
O Centro de Controle Operacional (CCO) do BRT Metropolitano foi construído e entregue pelo Governo do Pará, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM). Ele funciona na Avenida Augusto Montenegro, em Belém, responsável por acompanhar o funcionamento do sistema, incluindo a circulação dos ônibus, as estações e os terminais de integração.
Com o uso de câmeras e sistemas digitais, as equipes do CCO conseguem acompanhar, em tempo real, onde os ônibus estão, os horários das viagens e a movimentação de passageiros nas estações e nos terminais. Esse monitoramento ajuda a identificar problemas e acompanhar o funcionamento do transporte coletivo.
O prédio também conta com recursos para economizar energia e água, como painéis solares, aproveitamento da luz natural e sistema de captação e reutilização da água da chuva. Em fevereiro de 2026, o CCO recebeu a certificação ambiental LEED Gold, que reconhece construções que atendem a critérios de sustentabilidade.
Rotina dos passageiros tem fluxo organizado
O sistema reúne uma infraestrutura física específica, uma rede de linhas e equipamentos destinados a conectar diferentes etapas da viagem. O desempenho desse conjunto depende da operação cotidiana, da manutenção das estruturas e da capacidade de atender às demandas dos passageiros.
A construção do BRT Metropolitano representa, assim, uma mudança na organização do transporte coletivo entre Belém e os municípios vizinhos. O sistema passou a concentrar as conexões em terminais, distribuir os embarques ao longo do corredor e oferecer uma estrutura integrada para os deslocamentos metropolitanos.
O assistente de logística, Thiago Cordeiro, mora em Belém e precisou utilizar o serviço do transporte recentemente, para ele, a agilidade foi o que mais chamou a atenção. "Eu precisei sair do centro de Belém e ir até Marituba no final da tarde e aproveitei para me deslocar de BRT, realmente facilitou e muito a minha vida, o terminal também é bem sinalizado e não é difícil de se localizar por lá, mesmo sendo em horário de pico, consegui chegar no meu destino no menor tempo possível”, comemorou.
Viadutos fazem parte das obras de mobilidade urbana
A ampliação da mobilidade na Grande Belém também envolve transformações voltadas à circulação de veículos em pontos estratégicos da região. Nesse contexto, o Governo do Pará já entregou cinco viadutos nos últimos três anos e mantém em andamento a construção de uma nova estrutura na Avenida João Paulo II.
Entre as obras concluídas está o Viaduto Ananin, inaugurado em julho de 2023, no km 7 da BR-316. A estrutura tem 60 metros de comprimento e 5,5 metros de altura. Outro empreendimento foi o viaduto da Alça Viária, com 720 metros de comprimento e 14 metros de largura. A obra teve a ordem de serviço assinada em novembro de 2023 e foi concluída antes do prazo previsto.
Em abril de 2025, foi entregue o viaduto da Avenida Independência. O conjunto de intervenções inclui ainda dois viadutos na Avenida Mário Covas, em Ananindeua: um no cruzamento com a Avenida Três Corações e outro no encontro com a Avenida Independência.
Embora façam parte das ações de mobilidade da Região Metropolitana, essas obras têm objetivos diferentes. Enquanto o BRT Metropolitano é voltado à integração do transporte coletivo, os viadutos buscam organizar o fluxo de veículos e ampliar as alternativas de circulação nos cruzamentos e acessos onde foram implantados.
Texto: Ângelo Garcia / NGTM
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