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Belém

Postão de Icoaraci acolhe mulheres vítimas de violência

Campanha dedicada à promoção da saúde mental oferece apoio multiprofissional para mulheres e meninas na rede municipal de saúde de Belém.

06/01/2026 15h20
Por: Redação
Fonte: Agência Belém
Crédito: Naalem Rechene - SECOM / Prefeitura de Belém
Crédito: Naalem Rechene - SECOM / Prefeitura de Belém


A violência doméstica é uma das principais causas de adoecimento emocional entre mulheres, o que afeta diretamente a saúde mental das vítimas e exige uma resposta integrada entre proteção social e serviços de saúde. Com o tema“Cuidado em Saúde Mental: de janeiro a janeiro”, acampanha Janeiro Brancoreafirma, este mês, que a saúde mental deve ser compreendida como umcuidado contínuo e permanente, integrado às políticas públicas de saúde, e não restrito a ações pontuais ou datas simbólicas, alcançando as mulheres vítimas de violência.

Atenta à necessidade de cuidados especializados para as vítimas,a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), implantou a Sala Lilás, ou Sala da Mulher, no Postão de Icoaraci, inaugurado em dezembro de 2025. O ambiente foi criadoparaacolher mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade psicossocial.

A Sala Lilás é um espaço físico seguro, privado e sigiloso do Sistema Único de Saúde (SUS), criado para acolher mulheres e meninas em situação de violência, garantindoatendimento humanizado, psicológico, social e jurídicodesde o primeiro contato, com o objetivo de proteger, dar suporte e encaminhar essas vítimas de forma digna e sem exposição, sendo uma política permanente e obrigatória em muitas unidades”, explica a coordenadora da Referência Técnica de Saúde Mental da Sesma, Eluana Carvalho.

O atendimento para estas mulheres é de porta aberta, ou seja, basta chegar ao Postão de Icoaraci ou a uma das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que oferecem o serviço e relatar a necessidade em uma triagem, destacando que foi vítima de violência de gênero. De lá, a vítima é encaminhada para um psicólogo e demais profissionais envolvidos no acolhimento.

Sobre a Sala Lilás

A Sala Lilás na rede municipal de saúde é um serviço que representa um avanço significativo para garantir que nenhuma mulher enfrente a violência sozinha, fortalecendo o SUS como rede de proteção e defesa dos direitos femininos.

O espaço integra uma política nacional, instituída pela Lei 14.847/2024, tornando-se parte essencial das UBSs e outros serviços do SUS, com diretrizes claras para sua implementação.

O que a Sala Lilás oferece?

  • Acolhimento e proteção:Recepção em um ambiente reservado para mulheres que sofreram qualquer tipo de violência (física, psicológica, sexual, moral, patrimonial).
  • Atendimento humanizado:Equipes capacitadas promovem escuta qualificada, fornecendo apoio e cuidado integral.
  • Sigilo e privacidade:O espaço é projetado para preservar a identidade e o bem-estar da vítima, evitando revitimização.
  • Suporte completo:Além do acolhimento, pode oferecer suporte psicológico, social, jurídico e encaminhamento para outros serviços especializados.

Confira a rede de apoio nas UBSs de Belém

O acesso pode ocorrer por demanda espontânea, ou seja,o usuário pode procurar diretamente a UBS, ou por encaminhamento de profissionais da equipe(médico, enfermeiro, agente comunitário de saúde).

A equipe de saúde faz o acolhimento, identifica a necessidade e define, junto ao usuário, o plano de cuidado, que pode incluir atendimento psicológico individual, em grupo, acompanhamento compartilhado e ações de promoção da saúde mental no território.

Incluindo o Postão de Icoaraci, a Prefeitura de Belém disponibiliza o acolhimento psicológico às vítimas em outras 20 UBSs da capital. Confira a lista completa:

UBS CABANAGEM– Rua São Paulo, s/nº, entre as ruas São Pedro e Olímpia.

UBS FÁTIMA– Rua Domingos Marreiros, 1816, entre as travessa Castelo Branco e 3 de Maio.

UBS CREMAÇÃO– Rua dos Pariquis, 2906, entre avenida Alcindo Cancela e travessa 14 de Março.

UBS JURUNAS– Rua Fernando Ghilhon s/n, entre passagem Jacob e a travessa Monte Alegre.

UBS GUAMÁ– Rua Barão de Igarapé-Miri, 479.

UBS CONDOR– Passagem Lauro Malcher, 285, entre avenida Padre Eutíquio e travessa dos Apinajés.

UBS MARAMBAIA– Avenida Augusto Montenegro, km 1, s/n, em frente ao Colégio Madre Celeste.

UBS TELÉGRAFO– Rua do Fio, s/n, entre passagens São João e São Pedro.

UBS TAVARES BASTOS– Avenida Rodolfo Chermont, 751, entre as ruas K e L, em frente à rotatória.

UBS SACRAMENTA– Avenida Senador Lemos, s/n, esquina com avenida Doutor Freitas.

UBS CURIÓ– Passagem Engenheiro Alberto Engelhard (estrada da Ceasa).

UBS VILA DA BARCA– Rua Coronel Luiz Bentes, próximo à avenida Pedro Álvares Cabral.

UBS PROVIDÊNCIA– Avenida Norte, s/n.

UBS TAPANA– Rua São Clemente, s/n.

UBS PARAÍSO DOS PÁSSAROS– Rua dos Tucanos, s/n, ao lado da Cosanpa, bairro Val-de-Cans.

UBS PRATINHA– Rodovia Arthur Bernardes, s/n (Base Naval).

UBS SATÉLITE– Conjunto Satélite, WE-8, s/n.

POSTÃO DE ICOARACI– Rua Manoel Barata, 840.

UBS MAGUARI– Conjunto Maguari, alameda 15, s/n.

UBS ÁGUAS LINDAS– Conjunto Verdejantes I, 2ª rua, s/n.

UBS BENGUI II– Passagem Maciel, s/n, ao lado da Escola Marilda Nunes.

Campanha Janeiro Branco

A campanha Janeiro Branco, criada no Brasil em 2014, surgiu com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a importância da saúde mental logo no início do ano — período simbolicamente associado a recomeços, planejamentos e reflexões sobre a vida. A proposta é estimular o debate público, reduzir estigmas e incentivar as pessoas a cuidarem da saúde emocional com a mesma seriedade dedicada à saúde física.

Desde então, o Janeiro Branco se consolidou como um movimento nacional de conscientização, adotado por instituições públicas, privadas e pela sociedade civil, reforçando que falar sobre saúde mental salva vidas e fortalece redes de cuidado.