No dia 2 de abril é celebrado oDia Mundial do Autismo, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e dar visibilidade às necessidades das pessoas autistas.
Dentro do mês de conscientização, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Inclusão e Acessibilidade (Semiac), promove uma série deações voltadas à inclusão, combate ao preconceitoe disseminação de informações sobre o autismo, bullying e capacitismo no ambiente escolar.
Na manhã desta quarta-feira (1º), as escolas municipais Perpétuo Socorro Jesus Figueiredo e Nosso Lar, no bairro do Tapanã, realizaram umacaminhada de conscientização e inclusão.
Pelas ruas da comunidade a caminhada reuniumais de 300 participantes, entre alunos, pais e profissionais da educação. A mobilização teve como objetivosensibilizar a populaçãopara a construção de umacidade mais justa, acessível e inclusiva.

A ação marca o início da programação do mês e também é resultado das atividades do projeto “Educar para Incluir”, iniciativa da Semiac que promove capacitações em escolas públicas e privadas de Belém. O programa é voltado a pais, estudantes e educadores, abordando temas como bullying, preconceito e inclusão.
Segundo a secretária municipal de Inclusão e Acessibilidade, Paloma Mendes, o projeto já alcançou um público expressivo. “Essa programação faz parte do mês de conscientização sobre o autismo, mas também é resultado da implementação do programa Educar para Incluir. Jácapacitamos mais de duas mil pessoase uma das consequências são ações como caminhadas e campanhas de combate ao bullying e ao capacitismo nas escolas”, destacou.

Durante o percurso, os participantes usaram faixas, músicas e palavras de ordem em defesa da inclusão, chamando a atenção dos moradores para a importância dorespeito às diferenças.
Para a autônoma Julia Castro, mãe de um aluno autista, a iniciativa fortalece a conscientização. “É muito importante participar com meu filho. Não só por ele, mas por todas as crianças que precisam de inclusão. Hoje ele está em uma escola que realmente trabalha a inclusão, e isso faz toda a diferença”, afirmou.

Na Escola Municipal Nosso Lar, que atende mais de 370 alunos, sendo 39 com algum tipo de deficiência, a gestão destaca o impacto das ações. De acordo com a diretora Gisele Oliveira, atividades como essa contribuem para o desenvolvimento daempatia entre os estudantes. “Com acesso à informação, as crianças passam a entender e respeitar as diferenças”, ressaltou.
A programação segue no dia12 de abril, com umacaminhada na Praça da República, que contará com a participação de instituições públicas, privadas e da sociedade civil, além da oferta de serviços comoemissão da Carteira da Pessoa com Deficiência, orientações com especialistas e cadastro em programas de inclusão.