A Polícia Civil do Estado do Pará prendeu, na tarde desta sexta-feira (29), um homem em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e coação no curso do processo, no município de Abaetetuba, na Região de Integração Tocantins. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA) de Abaetetuba e da Superintendência Regional do Baixo Tocantins.
As investigações tiveram início na última segunda-feira, após a Polícia Militar informar à Polícia Civil que havia sido procurada pela mãe de uma criança de 11 anos, vítima de abuso sexual infantil. Diante da gravidade da denúncia, equipes das forças de segurança iniciaram diligências para localizar o suspeito.
Segundo o superintendente regional do Baixo Tocantins, delegado Mhoab Khayan, a atuação integrada das instituições foi fundamental para o avanço das investigações.
“Diante da gravidade dos fatos relatados pela genitora da vítima, a equipe plantonista acionou policiais civis da Superintendência para auxiliar nas investigações e nas buscas pelo criminoso, que também contaram com apoio operacional da Polícia Militar. Ao perceber que os abusos haviam sido descobertos, o investigado deixou a cidade. Como as diligências não cessaram, foi possível efetuar a prisão em flagrante no momento em que ele se apresentou na delegacia para prestar esclarecimentos”, informou o delegado.
A delegada responsável pelo inquérito já solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva.
Medidas de proteção
Além da prisão, a autoridade policial requereu medidas protetivas de urgência com base na Lei Henry Borel e na Lei Maria da Penha, visando garantir a proteção das vítimas e de seus familiares.
Durante as investigações, a Polícia Civil também identificou indícios de tentativa de interferência na apuração dos fatos. De acordo com o delegado Mhoab Khayan, uma das testemunhas relatou ter recebido mensagens enviadas pelo investigado por meio de rede social.
“Uma das testemunhas relatou que o agressor entrou em contato por rede social, enviando mensagens de texto e áudios para que omitisse informações e não falasse sobre o caso caso fosse procurada. A conduta caracteriza uma tentativa de obstrução da instrução criminal e de comprometimento da produção de provas”, destacou.
Investigação segue sob sigilo
A Polícia Civil informou que o procedimento investigativo permanece sob segredo de Justiça, medida adotada para preservar integralmente a identidade das vítimas e das testemunhas envolvidas.
Após ser interrogado pela autoridade policial, o homem foi encaminhado ao sistema prisional de Abaetetuba, onde permanece custodiado, à disposição da Justiça, aguardando os procedimentos legais e a realização da audiência de custódia.
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