Em um cenário onde o acesso à ciência e à tecnologia ainda é desigual, iniciativas que aproximam o conhecimento científico da realidade de estudantes da rede pública ganham papel fundamental na transformação social. Em Belém, a gestão municipal tem apostado em parcerias e projetos inovadores para levar educação de qualidade a todos os cantos da cidade, especialmente às áreas periféricas, onde oportunidades como essa podem fazer a diferença no futuro de crianças e adolescentes.
A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia (Sect), realizou nesta quarta-feira (01) uma ação que aproximou a ciência do cotidiano de estudantes da rede pública. A Escola Municipal Cordolina Fontelles, localizada no bairro da Pratinha, recebeu aCaravana Ciência e Movimento, iniciativa que busca democratizar o acesso ao conhecimento científico em territórios de periferia.


A ação integra uma série de projetos desenvolvidos pela gestão municipal em parceria com instituições de ensino, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), para estimular o pensamento crítico e ampliar horizontes educacionais entre crianças e adolescentes.
No evento, estudantes participaram de atividades interativas, experimentos científicos e dinâmicas educativas que apresentaram conceitos de forma prática e acessível. A proposta foi mostrar que a ciência está presente no dia a dia e pode ser compreendida por todos, independentemente do contexto social.

O secretário municipal de Ciência e Tecnologia, Lélio Costa, destacou a importância da iniciativa para a formação dos alunos da rede pública.
ACaravana Ciência e Movimentoé a primeira de uma série de ações que vão percorrer outras escolas da rede municipal. A expectativa é ampliar o alcance do projeto para fortalecer o vínculo entre educação, ciência e inclusão social e garantir que mais estudantes tenham acesso a experiências que podem transformar seus caminhos acadêmicos e profissionais.
A programação contou com a participação de projetos acadêmicos, como oPopAstro, voltado àpopularização da astronomia e da astrofísica.
A estudante de licenciatura em Física da UFPA, Clarice Gonçalves, ressaltou o papel da iniciativa na construção do aprendizado.


Entre os estudantes, a experiência despertou curiosidade e entusiasmo. O aluno Ivison Silva, de 10 anos, do 5º ano, contou o que mais chamou sua atenção durante a atividade.
“Estou achando tudo muito legal. Gostei principalmente das órbitas e da sequência do Sol, das estrelas e dos planetas. Isso despertou muita curiosidade em mim e tenho vontade de estudar mais sobre isso no futuro”, disse o estudante.