O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) realizou, na segunda-feira (11), em Belém, reunião técnica com representantes do Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (Numa/UFPA) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) para discutir a elaboração de uma proposta voltada ao Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Marajó. O encontro teve como principal objetivo alinhar informações e contribuições institucionais para subsidiar estudos sobre a região marajoara.
Durante a reunião, a equipe do Numa/UFPA apresentou dados preliminares levantados a partir de pesquisas científicas e acadêmicas relacionadas ao território do Marajó. As informações abrangem aspectos do meio físico e biológico, climatologia, ocupação e formação territorial, além do uso do solo e outras características socioambientais consideradas estratégicas para a construção do zoneamento.
Os pesquisadores explicaram que os dados ainda estão em fase de sistematização e tabulação, mas já começam a oferecer um panorama técnico sobre a dinâmica territorial do arquipélago. A proposta é reunir diferentes bases de conhecimento para construir um instrumento que contribua para o ordenamento territorial, conciliando preservação ambiental, desenvolvimento econômico e sustentabilidade.
Além da apresentação técnica do Numa, a reunião serviu para ouvir as contribuições iniciais do Ideflor-Bio e da Faepa. As instituições compartilharam percepções sobre os desafios e potencialidades da região, e também sugeriram encaminhamentos para aprofundar as análises. O encontro foi marcado por um alinhamento institucional voltado à construção coletiva de propostas para o Marajó.
Cenário regional -O Macrozoneamento Ecológico-Econômico é considerado uma ferramenta importante para orientar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento territorial sustentável. No caso do Marajó, o estudo deverá considerar a complexidade ambiental e social da região, reconhecida pela diversidade de ecossistemas, atividades produtivas e comunidades tradicionais presentes no arquipélago.
Para o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a integração entre instituições fortalece a construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável do território marajoara. “Esse diálogo entre instituições de pesquisa, setor produtivo e poder público é fundamental para consolidarmos uma proposta de macrozoneamento baseada em conhecimento técnico e na realidade do Marajó. Estamos construindo um processo participativo, que busca reunir informações qualificadas para orientar decisões estratégicas para a região”, informou o gestor.