De 1 a 5 de maio, escolas de Belém receberam a campanha #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco, uma iniciativa nacional de fortalecimento da capacidade dos territórios para prevenir e responder a eventos climáticos extremos.
Três escolas da rede municipal de educação receberam, de 1 a 5 de maio, formações da 9° edição dacampanha nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco. O público-alvo foram estudantes dos anos finais do ensino fundamental e da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai).
A campanha em Belém é resultado de parceria da Secretaria Municipal de Educação (Semec) com os Ministérios das Cidades e da Ciência, Tecnologia e Inovação, responsáveis pela campanha, uma iniciativa nacional voltada à redução de riscos de desastres por meio de incentivos e mobilizações entre escolas e comunidades, com o objetivo de fortalecer a capacidade dos territórios de prevenir e responder a eventos climáticos extremos, incentivando o desenvolvimento de campanhas locais, o acesso à informação e a integração entre conhecimento científico e práticas comunitárias.
A parceria com a Semec surgiu por meio de um edital publicado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em conjunto com os ministérios, para escolher as escolas participantes, sendo selecionadastrês escolas da rede municipal de Belém para participar da ação: Duas Irmãs Bianca e Adriely, Edson Luiz e Parque Amazônia.
A programação central ocorreu nesta terça-feira, 4, na Escola Municipal Rotary, no bairro da Condor, com encontros formativos com a participação de professores, gestores escolares e representantes institucionais. Uma equipe dos ministérios participou da iniciativa. A atividade consolidou o ambiente escolar comoespaço estratégico para disseminação de conhecimento sobre mudanças climáticas, prevenção e organização comunitária.
Para o facilitador municipal e representante da Semec Paulo Henrique Silva, a iniciativa é importante, pois Belém tem muitas áreas periféricas de risco e é uma cidade cercada por rios, prova disso é o que a cidade passou recentemente, com a decretação de situação de emergência pelas chuvas.
“As escolas são pontos essenciais nesse trabalho, não só por disponibilizar o espaço, mas dentro das escolas temos a política de educação ambiental, focada nos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), e isso vai agregar muito para engrandecer a nossa política por meio dos nossos alunos embaixadores. Eles são os porta-vozes. Então, nada melhor do que começar nas escolas para que essas ações sejam espalhadas para as comunidades”, afirma.
Durante os encontros,estudantes e educadores foram incentivados a desenvolver propostas de campanhas locais voltadas à prevenção de riscos nos territórios onde vivem. Por meio da Secretaria Nacional de Periferias, ações educativas como essa passaram a fazer parte do cotidiano dentro das escolas, reforçando o debate sobre riscos climáticos e prevenção de desastres.

Para Samia Sulaiman, coordenadora de Articulação da Secretaria Nacional de Periferias, esses espaços são estratégicos para aproximar a política pública do cotidiano das comunidades.
“A partir da campanha, conseguimos trazer as escolas para dentro do projeto de política pública, mas também levar a campanha a outros territórios, principalmente as comunidades e grupos coletivos, porque a ideia é que cada um faça a sua campanha e mobilize pessoas”.

Segundo a representante nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Rachel Trajber, as escolas continuam sendo o principal espaço de construção do conhecimento e transformação social. Os estudantes assumem um papel muito importante ao compreender os fenômenos climáticos e atuar como agentes de conscientização em suas famílias e comunidades, contribuindo para a prevenção de desastres.
“A escola é um ponto focal muito importante, porque é onde o conhecimento se constrói e pode se tornar transformado. A campanha AprenderParaPrevenir tem tudo a ver com isso, levar a ciência para dentro das escolas e fazer com que crianças e jovens entendam o que está acontecendo com o clima. A Amazônia, por exemplo, tem sido muito impactada pelas mudanças climáticas, e isso aumenta os riscos de desastres. As crianças são as mais vulneráveis, mas também podem ser protagonistas, levando esse conhecimento para suas famílias e ajudando a proteger suas comunidades”, afirma Rachel.